RESUMO:
O objetivo deste texto é apresentar a importância da ficção e da
realidade carioca da segunda metade do século XX dentro da composição estético-literária
de Nelson Rodrigues. Focando sua intensa atividade jornalística desde a
adolescência, apresentamos o momento de adensamento de sua concepção e de suas ideias
acerca da sociedade urbana transposta em sua coluna “A vida como ele é...”, no jornal a Última Hora. Esse espaço foi constituído por uma série de contos
publicados diariamente, os quais lhe renderam popularidade em toda a cidade do
Rio Janeiro na década de 1950, tornando um dos jornalistas mais lidos e
comentados, devido ao realismo retratado nas histórias, recebendo o reconhecimento
do público leitor diante das situações retratadas. Os planos da realidade e da
ficção se misturam e interpenetram na composição do universo rodriguiano. O
grosso de sua obra foi produzida para a publicação em folhetins. Por meio
deste veículo de comunicação ele pode adentrar de forma intensa nessa sociedade,
empreendendo um diálogo com os leitores da cidade ao evidenciar as relações
amorosas da época e o cotidiano do subúrbio carioca pela lente da sexualidade, da
família e das relações de gênero, assim como na descrição dos ambientes sociais
da cidade.
Palavras-Chave:
jornalismo; ficção; literatura; narrativa.
Abstract: The aim of this paper is to present the importance of fiction and reality in Rio the second half of the twentieth century in the aesthetic-literary composition of Nelson Rodrigues. Focusing his intense journalistic activity from adolescence, the time to present their design and density of its ideas about urban society incorporated in his "Life as it is ...", the newspaper Ultima Hora. This space consisted of a series of stories published daily, which earned him popularity throughout the city of Rio de Janeiro in the 1950s,becoming one of the most widely read and commented journalists due to the realism portrayed in the stories, receiving recognition from the public player in front of the situations portrayed. The planes of reality and fiction mingle and interpenetrate in the composition of the universe Rodriguean. The bulk of his work was produced for publication in serials. Through this vehicle of
communication it can penetrate so intense that company, undertaking a dialogue with readers of the city to highlight the season o flove relationships and daily life of the suburbs through the lens of sexuality, family and gender relations,
as well as in
describing the social environments of the city.
Keywords: journalism, fiction, literature, narrative.
[1]Orientando, graduando em
História pela Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão, bolsista PIBIC.
[2]Orientador, Professor Dr. do
Departamento de História e Ciências Sociais da UFG/CAC, Pesquisador CNPq (PQ) –
Bolsa Produtividade, NIESC – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudos
Culturais.
“A realidade deveria ser tão fascinante quanto à ficção e, se não fosse,
era preciso fazê-la ser” (LAGE, 2001, p.15).
Nelson
Rodrigues (1912-1980), sempre dizia que seu lugar predileto era a redação do
jornal. Sentira atraído pela vida jornalística desde a sua adolescência, quando
tinha apenas treze anos de idade, quando foi trabalhar no jornal A Manhã, de propriedade de seu pai,
Mário Rodrigues (1885- 1930). Começou sua carreira jornalística como repórter
policial e essa etapa inicial serviu como um laboratório de extrema importância
para a produção de seus contos futuros na coluna “A vida como ela é...” no período de 1951 a 1961. Sua atuação,
principalmente, na coluna diária do jornal a Última Hora, reservou a ele a popularidade em todo o Rio de Janeiro
devido à característica realista da narrativa que apresentava ao público leitor,
das personagens retratadas em transição pela cidade e do consequente sucesso
perante os leitores.
Seu estilo
jornalístico é marcado pela latente da subjetividade na composição de suas
histórias, as quais evidenciam a presença de sua memória individual e da
observação do cenário das ruas, dos tipos sociais existentes, com seu olhar
atento e crítico do ambiente do subúrbio carioca, da cultura urbana, dos
valores e conflitos de experiências cotidianas amorosas entre homens e
mulheres.
O interesse
está na investigação da historicidade de sua obra ao retratar a sociedade
brasileira, especialmente o contexto do subúrbio carioca, de classe média, a
partir da década de 1950. No intuito de observar o universo ficcional
rodriguiano na captação de temas trabalhados pelo autor, recorremos ao
paradigma indiciário de Carlo Ginzburg e às contribuições da microhistória. Assim
tentamos por em evidencia os fatos relacionados à esfera do banal, das impressões
efêmeras e dos pormenores pertencentes às relações entre homens e mulheres.
Focamos os acontecimentos corriqueiros do cotidiano das ruas, os fatos
negligenciáveis, desprovidos de atenção no que refere ao interesse e olhar
social, que conduzem a pistas e são indícios, sinais de certas práticas
culturais na paisagem carioca. Desta forma buscamos compreender as elaborações
e interpretações acerca da cultura urbana de modo mais amplo e generalizado,
por meio de temas como o adultério, o amor e a morte, elucidando e decifrando
as representações, os comportamentos sociais que fazem parte da tessitura do
social. Esse movimento vai do particular para o universal. Os temas de suas histórias,
a acuidade da natureza humana, a fotografia da cidade, o conhecimento do subúrbio,
os tipos sociais em transição, os ambientes públicos, as relações familiares em
deterioração, inserem numa projeção generalizante do tipo, do protótipo do brasileiro,
a partir da sociedade brasileira pela visão da classe média de meados do século
XX, partindo da especificidade do ser carioca. Por isso afirmamos, “se a
realidade é opaca, existem zonas privilegiadas – sinais, indícios – que
permitem decifrá-la” (GINZBURG, 1997, p.177).
Nelson
Rodrigues formulou representações sociais em sua narrativa ao fotografar cenas
das ruas da cidade do Rio de Janeiro, ao apresentar a sociedade por meio de sua
coluna e de assuntos até então vistos difíceis no meio social, um destes era o
adultério, principalmente de mulheres que, cada vez mais, reivindicavam seu
direito de se emancipar de sua antiga condição histórica. A infidelidade
feminina é marca evidente em toda a sua composição estética como autor de
teatro e redator de folhetins. Com isso pode adentrar o campo dos costumes de
uma sociedade ainda marcada por valores cristãos, por uma forte moral
conservadora no seio da família, que sempre destacava e implementava a
repressão sexual tão experimentada por suas personagens. Uma sociedade que era
regida por aparências, as quais a modernidade procurava destruir pela
substituição de novas formas de sociabilidade.
O
jornal sempre foi o veículo predileto de atuação de Nelson Rodrigues. Sua atividade
como jornalista foi marcante em toda a sua vida. Trabalhou em vários jornais,
em diferentes épocas. O começo de sua carreira se deu muito cedo, em 1920, no
jornal A Manhã, sendo um momento
decisivo na sua formação de jornalista e de profissional ligado aos fatos
relacionados ao cotidiano da sociedade. Em 1928, após seu pai perder o controle
do jornal para seu sócio, o mesmo fundou a Crítica,
fazendo parte da redação do periódico junto a seus irmãos e preferindo sempre
as páginas policiais. Foi neste espaço que viu seu irmão Roberto levar um tiro,
pelo fato do jornal apresentar uma notícia polêmica sobre um casal. Trazia um
relato de separação, que ocasionou a fúria da mulher, de nome Sylvia, que
invadiu a redação e matou seu irmão, ainda que, na verdade, o tiro fosse endereçado
a seu pai. Este acontecimento repercutiu de forma bastante profunda na vida de
Nelson Rodrigues e em sua posterior escrita. Seu pai veio a falecer tempos
depois. Logo passou a atuar no jornal O
Globo, no qual foi somente admitido e ganhou salário em 1932. Em 1945,
ingressou nos Diários Associados em O
Jornal, onde começou a produção de seus primeiros
folhetins.
Em 1950
foi convidado por Samuel Wainer a trabalhar no Última Hora, que propiciou a Nelson Rodrigues um imenso sucesso
jornalístico, jamais visto. Logo depois, em 1967, na Tv Globo, integra a
primeiro debate da televisão brasileira sobre futebol, na Grande resenha Facit. Em 1967 publica suas memórias no mesmo jornal
onde seu pai trabalhou no Correio da
Manhã.
Nos interessa,
sobremaneira, o período em que produziu seus contos no interregno de 1951 e
1961, em sua coluna diária A vida como ela
é..., no jornal Última Hora.
Momento em que sua popularidade se tornou cada vez mais crescente pelo grande
sucesso de suas histórias perante a recepção do público leitor, além de marcar
sua personalidade e fama de tarado ante a opinião pública. Todo o dia Nelson
escrevia uma historia diferente. Os leitores esperavam com ansiedade, querendo,
sempre, descobrir qual seria a adúltera do dia, como fica explícito em suas
memórias:
Se as novas
gerações me perguntassem o que era A Vida como ela é..., diria: - “Era sempre a
história de uma infiel”. Apenas isso. E o leitor era um fascinado. Comprava a
Última Hora para conhecer a adúltera do dia. Claro que, na minha coluna, também
os homens traíam. Mas o que o público exigia era mesmo a infidelidade feminina.
Quando saí da Última Hora, e acabei A vida como ela é..., o telefone não
parava. Homens e mulheres queriam saber se não ia sair mais e por quê.
Dir-se-ia que o problema do brasileiro é um só: - ser ou não ser traído
(RODRIGUES, 1993, p.68-69).
Assim,
são elementos de sua narrativa, o amor, o sexo e a morte, temas que se
relacionam formando a estética do trágico que envolve suas personagens sempre edificadas
numa atmosfera realista que marca as situações construídas e tratadas pelo
autor. Por isso o interesse público em torno de sua coluna; todos queriam ler,
saber, e tomar nota daquilo que era abominado e temido: o adultério. Um tema
tão banal e corriqueiro, mas que movimentou a curiosidade de inúmeras pessoas e
a atenção por sua imagem de jornalista de fatos do cotidiano.
A marca
da escrita nos contos de sua coluna diária advém das observações de fatos
relacionados ao ambiente da cidade, das histórias de amor, sempre permeadas
pela sutil marca de sua subjetividade latente, de sua vivência e conhecimento
do subúrbio carioca de onde filtrou suas impressões mais sutis. Realidade e
ficção que produzem um efeito uníssono e que fazem parte de sua produção
jornalística, planos que são sobrepostos, na perspectiva da estética
rodriguiana.
O
realismo das histórias retratadas garante à literatura de Nelson Rodrigues
marca viva da expressão de seu tempo e do cotidiano das ruas. Nas
representações sociais do espaço urbano carioca e de seus tipos humanos sempre
esteve presente em sua obra, na descrição nua e crua dos costumes sociais
vigentes em transformação.
A
ficção é algo presente e pertinente na obra rodriguiana. Reside nesse aspecto a
importância de sua narrativa e seu peso literário. Por meio de situações reais,
Nelson criava e recriava um mundo novo ao seu modo, a seu gosto, sempre com a
lente da ironia, marca indispensável no seu trato com o universo dos leitores.
No próprio título da coluna se percebe esse recurso. O autor queria revelar
aquilo que estaria acontecendo, que era abominado pela sociedade e que
pertencia ao domínio do privado. Essa carga de realidade advém de sua
experiência como repórter policial que o arrastou desde a sua adolescência e de
seu interesse pelos temas corriqueiros e negligenciáveis em relação à vigilância
do olhar social.
As
impressões de sua infância vivida na Zona Norte do Rio de Janeiro, marcaram seu
estilo por toda a vida. Aos acontecimentos trágicos que vivenciou, juntou seu
olhar atento para a classe média, “da qual Nelson Rodrigues espremeria até a
última gota de suco em suas futuras peças, romances, contos e crônicas”
(CASTRO, 1992, p.22).
Seu
estilo pode ser buscado no que o consagrou, no que denomina-se de fait-divers, que, dentro de uma
linguagem jornalística, significa as noticias que pertencem a fatos
relacionados ao cotidiano, assuntos que estariam despercebidos e relegados ao
segundo plano e que não deveriam ser tratados como prioridade e com a devida
atenção.
Desde o
início de sua infância Nelson já demonstrava um incrível interesse pelos
romances do século XIX, dois quais “começara a ler como um possesso” (CASTRO,
1992, p.28), os quais serviram de rica inspiração para suas histórias futuras e
a composição das suas personagens expressas nos contos.
Em 1950
o jornalista Samuel Wainer convida Nelson Rodrigues a escrever uma coluna
diária no jornal a Última Hora, a
qual se baseasse em fatos da realidade. Sugeriu que a coluna chamasse “Atire a primeira pedra” e Nelson
Rodrigues aceitou o convite. Mas decidiu alterar o nome de sua seção para um
novo título, “A vida como
ela é...”, para ele “muito mais sugestivo, ele achava, e dava um toque de
fatalidade, de ninguém-foge-ao-seu-destino. Samuel concordou e Nelson foi
escrever a primeira coluna” (CASTRO, 1992, p.236).
Nelson fez sua parte,
conquistou o público, colocou as relações familiares na ordem do dia nas linhas
da coluna e, com isso, apresentou:
um
fascinante elenco de jovens desempregados, comerciantes e “barnabés”, tendo
como cenário a Zona Norte, onde eles viviam; o Centro, onde trabalhavam; e
esporadicamente, a Zona Sul, onde iam para prevaricar (CASTRO, 1992, p.237).
Seu
objetivo estava em rasgar a cortina da hipocrisia e evidenciar a repressão da
sexualidade, principalmente, da mulher insatisfeita em seus casamentos. Em seus
contos “homens e mulheres, viviam num estado de excitação erótica” (CASTRO,
1992, p.237). Aos poucos sua coluna se tornou leitura obrigatória no cotidiano
dos leitores dos jornais, principalmente, em bondes e lotações em toda a cidade
do Rio de Janeiro.
Uma cena comum nos ônibus apinhados era a
fila de homens em pé no corredor, pendurados nas argolas e empunhando um
exemplar de a Última Hora dobrada na
página de “A vida como ela é...” (CASTRO, 1992, p.238). O reconhecimento da
coluna esta ligado ao fato Nelson “ter criado um espaço no imaginário social” (FILHO,
2011, p.12).
Durante sua vida jornalística travou
uma série de confrontos com diversificados setores sociais. Uma dessas
polêmicas concerne ao uso da linguagem literária e ficcional na imprensa
carioca a partir da segunda metade do século XX, contra os idiotas da
objetividade, que, para ele, se tornariam seres abomináveis dentro das redações
dos jornais.
Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha apenas treze
anos quando me iniciei no jornal, como repórter de polícia. Na redação não
havia nada de aridez atual e muito pelo contrario: - era uma cova de delícias
[...] de repente, explodiu o copy desk. Houve um impacto medonho. Qualquer um
na redação, seja repórter do setor ou editorialista, tem uma sagrada vaidade
estilística. E o copy desk não respeitava ninguém (RODRIGUES, 1995, p.50).
Nelson
sempre revelou interesse pela escrita rebuscada, ficcional e pitoresca, dando
aos seus folhetins toques sutis de apreço a uma linguagem própria, que fosse
marcadamente sua, esta aí a sua originalidade de sua narrativa. Neste período observava-se
que o jornalismo carioca estava recebendo grande influência das práticas da
imprensa norte-americana. As novas técnicas estavam sendo empreendidas,
inovações importantes na forma de conceber o jornal. Percebe-se um afastamento
da influência da literatura por parte da inspiração dos jornalistas na
composição de temas para os jornais. Nelson Rodrigues combate, de forma atuante,
este novo modelo que estava sendo implantado na imprensa carioca, por retirar a
carga de literalidade e ficcionalidade de um jornalismo cada vez compromissado
com a objetividade dos fatos do cotidiano.
Nelson
não queria perder sua capacidade de compor as suas palavras, de cativar e de
fazer delirar o leitor com suas histórias trágicas em cada linha de seu texto.
Não buscava prescindir de sua carga de subjetividade que era o ponto alto de
sua criação jornalística e formação como escritor.
A
liberdade criadora, livre de rótulos, de Nelson Rodrigues impressionava os
leitores. Um mecanismo sempre usado e defendido por ele desde início de sua
participação na redação era unir traços do discurso ficcional e deixar
transparecer e projetar o efeito do real. Sua linguagem era extremamente
rebuscada e carregada de excessos, sendo estas marcas de seu estilo de escrever
e pensar o mundo a sua volta.
Ao
conceber uma forma própria de pensar sua linguagem, em detrimento das inovações
que estavam sendo percebias, Nelson se torna uma grande personalidade dentro do
espaço jornalístico. Na defesa de sua maneira de contar suas histórias esta a
marca de sua literatura, no trafegar por temas retirados de sua obsessiva
imaginação e ao mesmo tempo na recriação da vida real das ruas em suas
crônicas, contos, romances e peças teatrais. Assim, sempre instigou o gosto do
público por sua coluna, gerando expectativas e anseios dos leitores da cidade.
A
reportagem policial se apresenta na vida de Nelson Rodrigues como o início de
tudo; “a reportagem policial vai se transformando para sempre num dos elementos
básicos da minha vida. Através dela tive intimidade com a morte” (RODRIGUES,
1993, p.18). Por meio dela pode adentrar o cotidiano e marcou toda a sua
escrita, pois utilizava dessa descoberta para produzir os seus personagens e
suas histórias. Da experiência desse tipo de jornalismo, Rodrigues absorveu sua
visão de mundo e a base de sua produção literária e dramatúrgica (SALES, 2011,
p.329).
Na
época esse tipo de jornalismo estava bastante em alta havendo até uma
concorrência entre os jornalistas desse ramo. Para o escritor, a linguagem
jornalística não se diferenciava da literária, havendo um processo de
similaridades, trocas constantes, pois sua realização como jornalista ocorria por
meio da ficcionalidade que se encontrava com o real e sua linguagem se dava em
torno da “vulgaridade humana, á condição humana, á fraqueza honesta, a
hipocrisia diária, as neuroses comuns” (CLARK, 2002, p.9).
Portanto,
Nelson Rodrigues, no seu diálogo com a realidade, por meio da coluna no Última Hora, incorporou aspectos tanto
do discurso jornalístico, como, ao mesmo tempo, deu aos seus escritos contornos
literários. Esta era sua forma de conceber o real e projetar as cenas da
realidade social.
Sua
coluna é fruto de sua personalidade, de seu pensamento complexo e atribulado,
do intelecto e curiosidade pelo ser humano. Sua feroz imaginação e senso
apurado de realidade que o impelia a colocar sujeitos históricos anônimos a
margem da realidade daqueles que a presenciavam nas páginas do jornal diário,
seu objetivo era de “denunciar a fragilidade das convenções sociais, morais,
políticas, mostrando-as como são: regras temporárias de convívio, destinadas a
engessar o comportamento dos personagens, limitando-os a infelicidade” (MARQUES,
2011, p.31).
Sua
marca como jornalista e escritor se mostra sempre presente e atual pelos seus
temas e personagens que trazidos no bojo de suas histórias demonstram a
atemporalidade de sua narrativa, que ajudou a formar um painel da sociedade
brasileira da segunda metade do século XX.
REFERÊNCIAS
ALVES FILHO, Manuel. Nelson Rodrigues: ame-o ou deixe-o. Jornal da Unicamp, Campinas, 26 de ago.
a 1 set. 2002. Disponível em:<http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2002/unihoje_ju187pag12.html>.
Acessado em: 27 jun.2011.
CASTRO, Ruy. O anjo
pornográfico: a vida de Nelson
Rodrigues. São Paulo: Cia das Letras, 1992.
CLARK, Linda. Nelson Rodrigues: jornalismo e literatura na
dose certa. Estudos de Literatura
Brasileira Contemporânea, Brasília, n. 17, p. 3-11, jan. /fev. 2002. Disponível
em: <www.gelbc.com.br/pdf_revista/1701.PDF.>
Acessado em: 15 abr. 2012.
GIZNBURG, Carlo. Mitos, Emblemas e
Sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
LAGE, Nilson. Estrutura
da notícia. São Paulo: Editora Ática, 2004.
MARQUES, F. Situações moralmente insustentáveis: humor e
dramas nas tragédias cariocas de Nelson Rodrigues. In: Especial Nelson
Rodrigues Folhetim Teatro do Pequeno Gesto. Editora Pão e Rosas. N. 29.
2010/2011. pp. 27-37.
RODRIGUES, Nelson. A vida como ela
é: o homem fiel e outros contos. Seleção Ruy Castro. São Paulo: Companhia
das Letras, 1992.
______. Memórias de Nelson
Rodrigues, a menina sem estrela. São
Paulo: Companhia das Letras, 1993.
______. A cabra vadia. Seleção de Ruy Castro.
São Paulo. Companhia das Letras, 1995.
SALES, E. M. Narrativas convergentes: ficção e realidade na prosa de
Nelson Rodrigues. Estudos em Jornalismo e
Mídia, Florianópolis, v. 8, n. 2, jul. dez. 2011. Disponível em: <http:/www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/article/view/1984-6924.2011v8n2p323>.
Acessado
em: 15 ab. 2012.
* Texto apresentado no X ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA (ANPUHGO) - DIDÁTICA DA HISTÓRIA: PESQUISAR ENSINAR, EXPLICAR, realizado no ano de 2012 ma cidade de Goiânia.
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